Maio 07, 2006

O Povo da Ilha








É uma obrigação minha fazer, neste blog, uma merecida homenagem ao espectacular povo desta Ilha.
Para se falar do povo da Ilha do Sal é óbrigatório falar na Morabeza ou seja, na arte de bem receber. Meus senhores, se existe palavra para descrever este povo, esta é a mais justa e a que melhor define esta gente. Humildade, simpatia contagiante, sorriso nos lábios, disponibilidade total para ajudar os visitantes e alegria de viver são os melhores adjectivos para qualificar este povo.
E que grande lição de vida estes senhores nos dão!!!!
Num mundo em que, a riqueza, o poder e a ambição são as principais preocupações do Homem e uma das causas do início da destruição da humanidade, ainda existe gente que, sem ser rica, sem ter as oportunidades de emprego que a maioria das pessoas têm, sem viver nas melhores condições e sem ter grandes prespectivas de melhorar a sua qualidade de vida, consegue demonstrar que a felicidade é muito fácil de se alcançar.
A todos aqueles que comigo se cruzaram e que me cumprimentaram, a todos aqueles a quem eu recorri a pedir informações, a todos aqueles que tão bem me serviram, a todos aqueles que me venderam e tentaram vender artesanato, a todos aqueles que me fizeram companhia no pontão, a todos aqueles que se prontificaram a tirar-me fotografias e que não se importaram de ser fotografados e a todas as crianças que me retribuiram com um grande sorriso um simples afago na cabeça, só me resta agradecer e dizer que ficaram no meu coração. Sinto-me na obrigação de vos voltar a ver.
Bem Hajam.

Abril 14, 2006

Ilha do Sal - Artesanato



A venda de artesanato constitui um dos modos de vida dos habitantes da Ilha do Sal. Não há práticamente rua nenhuma em que não se encontre um vendedor ou que não exista uma loja ou um "armazém" de venda de artesanato.
O facto de haver muitos objectos feitos em madeira à venda, quando na ilha do sal existem tão poucas árvores, levou-me a perguntar a um vendedor qual era a origem do artesanato, tendo-me ele respondido que a madeira era proveniente de outras ilhas de Cabo Verde. Existem três grupos distintos de vendedores (Caboverdeanos, Senegaleses e Guineenses) mas a coabitação entre eles nem sempre é a melhor. Exemplo disso é o facto de ter sido abordado por um natural da ilha que me pediu para que não comprasse nada aos vendedores que não falassem Português, pois esses estavam a retirar-lhes uma grande parte do negócio.
Os vendedores fazem um grande assédio aos turistas e o método que utilizam para uma primeira abordagem aos potenciais compradores passa pela oferta de um colar, normalmente de pouco valor, mas que os "compromete" a, pelo menos, visitarem as suas lojas ou as suas "fábricas" que são uns "armazéns" com bancadas de vários vendedores. Aí chegados começa uma demonstração de várias peças, cujos preços iniciais são bastante altos mas que, ao serem negociados, acabam normalmente por ser adquiridos por valores aceitáveis. Mesmo que não se compre nada, a despedida é sempre feita com um sorriso nos lábios e a simples oferta de um cigarrito faz com que se arranje um novo amigo que nos cumprimentará sempre que voltemos a passar por ele.

Janeiro 22, 2006

Ilha do Sal - Calheta Funda

Imaginem que, ao fazerem uma viagem por marte vão encontrar uma esplenderoso areal de areias brancas banhado por um mar de águas quentes e esverdeadas!.
É precisamente o que acontece na Calheta Funda. Para chegarmos a esta baía temos que entrar por uns caminhos de terra batida que se encontram junto á rotunda localizada a seguir à Murdeira e no sentido Espargos - Sta Maria. A entrada para esses caminhos está sinalizada com uma placa identificativa com o nome da baía mas o trajecto tem que ser seguido um bocado à sorte pois existem nessa zona vários trilhos com destinos variados. Esta procura do caminho certo proporciona um ligeiro espírito de aventura a quem tente encontrar este local. Quando avistarem umas tendas, ao melhor estilo miltar, junto ao mar, dirijam-se para lá porque vão ter à Calheta Funda. Estas tendas servem de habitação a alguns pescadores que aí permanecem para realizarem a actividade que lhes dá o sustento.
Nas águas desta baía deve existir muito peixe pois também são procuradas e utilizadas por muitos pescadores desportivos que, algumas vezes, têm a sorte de pescar pequenos tubarões que são depois abandonados nos areais da mesma. Uma das melhores recordações que se podem trazer desta zona são as dentaduras desses tubarões que se encontram espalhadas pelo areal.






Novembro 18, 2005

Ilha do Sal - Buracona

Ao sairmos da Regona e se formos sempre pelos caminhos encostados à orla marítima, ou se viermos de Espargos e seguirmos por um caminho junto ao início do bairro de Pretória, temos forçosamente que encontar uma roulote - bar que é propriedade de um Português que decidiu ganhar a sua vida a vender bebidas frescas (e que falta fazem) e sandes aos turistas que querem conhecer a Buracona. Essa roulote e um grupo de Senegaleses a vender artesanato são o melhor ponto de referência para encontrarmos este buraco natural nas rochas que se encontram junto ao mar. Através deste buraco, conseguimos ver o mar e os reflexos em tons azulados que o sol proporciona ao incidir nas águas do mesmo. Este efeito natural e a piscina natural que se forma com a entrada das águas, através duma cratera idêntica à da Regona, são a principal atracção da Buracona. Nos dias que visitei esta zona as marés eram baixas e a piscina encontrava-se sem água, como podem verificar numa das fotos que vos apresento.





Novembro 16, 2005

Ilha do Sal - Paisagem

Em post's anteriores já "falei" das estradas e dos caminhos da ilha. Este vai servir para mostrar a paisagem reinante no interior da mesma.
Contráriamente à maioria dos países africanos em que existem autênticas florestas e uma paisagem verdejante, na Ilha do Sal a paisagem interior é completamente desértica. Não existe praticamente nenhuma vegetação e as poucas árvores que existem são muito pequenas e as suas copas encontram-se todas inclinadas para o lado da corrente predominante dos ventos. A vida selvagem é práticamente nula e os poucos animais que se encontram resumem-se a uns cavalos e burros selvagens bastante desnutridos.
Para melhor compreenderem os motivos que fazem com que a paisagem seja como a descrevi, tenho que salientar que o clima desta ilha é bastante seco, muito quente e raramente chove. Os grandes montes de terra que podem ver nas fotos são originados pelos ventos fortes que assolam constantemente estas paragens.







Outubro 12, 2005

Ilha do Sal - Regona

Bem, depois de Sta Maria e das visitas à Murdeira, Pedra de Lume, Espargos e Palmeira, acabaram-se as estradas alcatroadas e vamos agora entrar na "terra batida". Daqui para a frente só mesmo de Jeep, moto-quatro ou carrinhas como as que são utilizadas pelos excursionista, como já tinha dito no post "Visitar a Ilha". Nas imagens dos próximos post´s vou também deixar algumas fotos tiradas nos vários caminhos para que possam ver a maioria das paisagens da Ilha..
O post de hoje é relacionado com a Regona que fica situada mais ou menos a quatro km de Palmeira e no caminho da Buracona, para quem queira utilizar este precurso. A Regona não é mais do que uma entrada do mar por uma cratera natural das rochas que se encontram na orla marítima. Além duma vista espectacular e da cor da água esta cratera nas rochas oferece também a possibilidade de podermos mandar uns bons mergulhos. Este ultimo ponto foi o motivo que me levou a visitar este lugar duas vezes e mesmo assim acho que ainda foram poucas. Para quem não goste ou não saiba mergulhar há sempre a hipótese de poderem refrescar-se ou molhar os pés na parte mais junto ao mar.

Caminho da Regona





Outubro 10, 2005

Ilha do Sal - Palmeira

Em termos de grandeza, Palmeira é considerada a terceira vila da Ilha do Sal. O mesmo não se pode dizer em termos de importância uma vez que é através do seu porto que entram a maioria dos produtos necessários à sobrevivência dos seus habitantes. É aqui que são descarregados os barcos pesqueiros e também os que trazem a maioria dos bens alimentares, dos combustíveis e de outras matérias-primas que são consumidas na Ilha.
Junto ao porto marítimo forma-se uma baía que além de servir de porto de abrigo aos iates dos senhores mais endinheirados da ilha, serve também, apesar da areia ser um pouco suja, de praia para se poder mandar uns mergulhos.


Outubro 07, 2005

Ilha do Sal - Espargos

Depois de Pedra de Lume chegou a vez de "falar"de Espargos. Espargos á a capital da Ilha do Sal e fica situada no interior da mesma. Apesar de não ter praia, tem muito mais habitantes do que Sta Maria e a sua proximidade ao aeroporto internacional e à vila de Palmeira torna-a muito mais movimentada. Tal como em Sta. Maria, nesta vila também se encontram grandes diferenças na qualidade das habitações, sendo as da zona central muito melhores do que as dos bairros periféricos. É aqui que se concentram praticamente todos os serviços e comércio da ilha e em termos de turismo não é mais do que um ponto de passagem obrigatório para quem quer conhecer, Palmeira, Regona, Buracona, Baía de Fontona, e a Baía Algodoeiro.
Rua principal

Entrada e saída para Sta. Maria

Centro da Vila

Entrada e saída para Palmeira

Outubro 05, 2005

Ilha do Sal - Salinas de Pedra de Lume 2

Continuação do post anterior - Circuito interno do sal







Nome:
Localização: Qta do Rouxinol, Corroios, Portugal
online

    O Povo da Ilha

    Ilha do Sal - Artesanato

    Ilha do Sal - Calheta Funda

    Ilha do Sal - Buracona

    Ilha do Sal - Paisagem

    Ilha do Sal - Regona

    Ilha do Sal - Palmeira

    Ilha do Sal - Espargos

    Ilha do Sal - Salinas de Pedra de Lume 2

    Ilha do Sal - Salinas de Pedra de Lume 1

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      Fotos Ilha do Sal-C.Valério

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      Cabo Verde24 - Portal of Cabo Verde

      Guia de Cabo Verde

      Portal do Governo Cabo Verde

      ILHA DO SAL

      A Ilha do Sal conta com 216 km2 de superfí­cie, tendo uma longitude máxima de 30 Km na direcção Norte/Sul e uma largura que não excede os 12 Km na direcção Este/Oeste. Embora de origem vulcânica, divide-se em dois grupos distintos em termos de topografia: as zonas planas caracterizam-se pelas extensas praias de areias finas e as montanhosas por vales profundos que ocorrem entre as elevações rochosas.

      Na Ilha do Sal o tempo é quente. Muito quente! O clima, tropical é seco, conta com a presença dos ventos provenientes do deserto do Saara. As chuvas são raras e muito irregulares, sendo por vezes nulas durante um ano. A proximidade entre o Sal e África faz com que esta ilha tenha temperaturas elevadas todas as estações e com que seja pouca a diferença entre as temperaturas diurnas e as nocturnas. Também o mar faz sonhar com as suas águas mornas e tépidas, que convidam aos tão ansiados mergulhos no paraíso.

      As paisagens maravilhosas, o sol radioso, o clima quente e as dunas mais bonitas fazem do Sal um lugar de sonho para os amantes de um bom dia de praia. Quer vá para o norte, quer vá para o sul, encontra na Ilha do Sal recantos de uma excelência deslumbrante, ou não estivessemos a falar de África.

      HISTÓRIA

      A maior parte dos historiadores reconhecem Diogo Gomes como o verdadeiro descobridor, e António da Noli como o descobridor oficial, ambos em 1460. Mas não se exclui a hipótese das ilhas do arquipélago Cabo Verdiano terem sido visitadas por outros povos, muito antes da chegada dos portugueses, como por exemplo os gregos, árabes ou africanos.

      Originalmente, a ilha foi baptizada com o nome de "Plana", mas apenas alguns anos mais tarde, após o início da exploração de sal em Pedra de Lume, o nome foi mudado para "Sal". Devido à  falta de água e aridez do solo, a ilha permaneceu deserta até ao século XIX. Quem primeiro se estabeleceu naquelas terras foram os escravos das vizinhas Ilhas de Boavista e de São Nicolau, em 1838. Bens manufacturados eram trocados por sal, que saíam da ilha através dos navios.

      No final do século XVIII, um geógrafo holandês escreveu que viu uma colonização de 72 marinheiros no local em que é hoje a Vila de Santa Maria, sustentada pela extracção de sal, usado para salgar a carne de cabra e tartaruga, um animal então muito comum no arquipélago. Historicamente, até aos século XX as autoridades coloniais prestaram pouca atenção a esta ilha, e a sobrevivência de uma família dependia somente da sorte e capacidade de lidar com sucesso perante as situações que surgiam cada novo dia.


      Em 1939 cria-se a primeira base aérea comercial, o que veio a ser o alicerce para o actual aeroporto, cuja posição privilegiada fez com que se tornasse, depois da Segunda Guerra Mundial, um importante cruzamento para as escalas das viagens internacionais. Hoje, o Aeroporto Amílcar Cabral, na Ilha do Sal, conta com uma das maiores pistas do mundo e tornou-se um importante centro estratégico a ní­vel mundial.

      GEOGRAFIA

      É a 450 km da costa ocidental africana que está situada a República de Cabo Verde, entre as latitudes 14º23' e 17º12' Norte e longitudes 22º40' Oeste.
      O arquipélago conta com 10 ilhas: Santo Antão, S. Vicente, Santa Luzia (Desabitada), São Nicolau, Sal, Boavista, Maio, Santiago (onde está situada a capital, Cidade da Praia), Fogo e Brava, que contam com uma superfície total de 4.033 Km2.

      A Ilha do Sal conta com 216 km2 de superfície, tendo uma longitude máxima de 30 Km na direcção Norte/Sul e uma largura que não excede os 12 Km na direcção Este/Oeste. Embora de origem vulcânica, divide-se em dois grupos distintos em termos de topografia: as zonas planas caracterizam-se pelas extensas praias de areias finas e as montanhosas por vales profundos que ocorrem entre as elevações rochosas.
      Maioritariamente plana, o ponto mais elevado situa-se na parte Norte: o Monte Grande, a 406 metros de altura. Com um litoral rochoso, é muito árida e frequentemente visitada pelo vento quente que sopra do Saara.

      O POVO

      Cabo Verde conta com cerca de 450.000 residentes. Na Ilha do Sal vivem dezasseis mil habitantes, a grande maioria (70%) concentrada na zona de Espargos. A maioria são jovens com menos de 35 anos vindos das diversas ilhas atraí­dos pelas oportunidades de emprego criadas pelo turismo. (80% da população é mestiça, 17% negra e 3% branca).

      A sua mestiçagem é resultado da emigração europeia para o arquipélago africano. Os brancos que ali se instalavam eram essencialmente solteiros e das suas uniões com os nativos e escravos viriam a nascer crianças mulatas que, com o tempo, fizeram desaparecer os brancos. A maioria desta população negra é oriunda de países como a Guiné e o Senegal, e devem ter chegado à  Ilha por volta do século XV.

      A língua mais comum, já se sabe, é o crioulo, e o português, língua oficial, é falado apenas por metade da população. Quanto à  religião, católica, o cabo-verdiano é muito crente e praticante, e raramente falta à  missa ao domingo. Outra característica deste povo é o seu gosto pela música e pela dança, que ocupam um papel de extrema importância naquela sociedade. A morna, a coladeira, o funaná são alguns tipos de ritmos tí­picos de Cabo Verde, que fazem das danças com pares um contacto do corpo com corpo e da face com a face que surpreende quem está menos habituado a estes ritmos dos paí­ses quentes.

      Com uma personalidade meiga, um sorriso atencioso e uma boa vontade agradável na relação com o turista, o povo cabo-verdiano é muito acolhedor, e irradia uma simpática simplicidade no seu modo de viver, que fascina quem por lá passa deixando sempre saudades.

      CLIMA

      Na Ilha do Sal o tempo é quente. Muito quente! O clima, tropical e seco, conta com a presença dos ventos provenientes do deserto do Saara. As chuvas são raras e muito irregulares, sendo por vezes nulas durante um ano.

      A proximidade entre o Sal e África faz com que esta ilha tenha temperaturas elevadas todas as estações, e com que seja pouca a diferença entre as temperaturas diurnas e as nocturnas. Também o mar faz sonhar com as suas águas mornas e tépidas, que convidam aos tão ansiados mergulhos no paraíso.

      Assim, quer escolha o Verão ou o Inverno para visitar a Ilha do Sal, pode sempre esperar encontrar bom tempo, onde uma brisa quente embala o corpo ao sabor de um clima tropical.

      AS PRAIAS

      As paisagens maravilhosas, o sol radioso, o clima quente e as dunas mais bonitas fazem do Sal um lugar de sonho para os amantes de um bom dia de praia.

      Na zona de João Quintinha, multiplica-se um conjunto de pequenas praias, sem qualquer vegetação. As grutas que a rodeiam são o lugar ideal para descansar à sombra depois de uns mergulhos no mar.

      Outro lugar óptimo para banhos é a Calheta Funda, onde muitas crianças aprendem a nadar. É um paraíso na terra, com águas calmas e uma beleza natural propícia ao conví­vio familiar.

      Após os aperitivos, vamos ao prato principal: a praia de Santa Maria, com oito quilómetros de extensão, um mar azul turquesa e águas límpidas e mornas, sem qualquer tipo de poluição.

      A Baía da Algodoeira também fascina pela sua beleza, e assemelha-se a um oásis, onde as franjas das palmeiras salpicadas proporcionam uma refrescante sombra. Parecida é a Fontona, o lugar preferido pelos românticos. Com uma vegetação abundante, a praia apresenta uma mistura de cascalho e areia, que lhe dá um tom muito particular, e é o ideal para um bom banho.

      Quer vá para o norte, quer vá para o sul, encontra na Ilha do Sal recantos de uma excelência deslumbrante, ou não estivéssemos a falar de África...

      MUSICA E CULTURA

      A ilha do Sal não é rica em manifestações culturais, mas é o local onde a vertente musical atinge um expoente máximo. A morna, a coladeira, o funaná são alguns tipos de ritmos típicos de Cabo Verde, que se podem ouvir nas festas populares e tradicionais. O Festival da praia de Santa Maria, por exemplo, é realizado todos os meses de Setembro, e nele participam muitos artistas nacionais e estrangeiros.

      Entre os ritos e cerimónias, muito significativos, assinala-se especialmente o baptismo civil (costume muito antigo, feito simplesmente por um adulto em casa de uma criança) e a Ladainha, cerimónia constituída por cantos litúrgicos, em agradecimento a um Santo por ter realizado um desejo).

      A noite também é muito animada, nos bares e esplanadas locais, e é comum um grupo de amigos fazer uma serenata, espontaneamente, à luz do luar. Para aquecer a garganta, não faltarão concerteza as bebidas Morninha e Groguinho, típicas desta região.

      A dança assume igualmente um papel fundamental, com uma forte tradição na ilha. Normalmente é a pares, podendo o calorento contacto corpo a corpo por vezes chocar o Europeu.

      GASTRONOMIA

      A cozinha cabo-verdiana foi muito influenciada pela cozinha portuguesa. Mantém-se a tradição da sopa, do pão com manteiga antes das refeições e da preferência por pratos familiares como o bacalhau ou arroz de marisco.

      Mas a cozinha crioula tem gostos e sabores particulares, que não deixam indiferente quem por lá passa. Um dos cozinhados mais tradicionais é a Cachupa ( ver receita no link "gastronomia"), à base de milho, feijão, carne, frango, chourição e legumes. Os cuscus são outro dos sabores mais típicos africanos, e foram introduzidos em cabo verde pelos escravos. Preparam-se à base de farinha de milho, canela e açucar.

      Quantos aos peixes e mariscos, o preferido e mais abundante é a lagosta, seguida do atum e da garoupa. Nas carnes, as mais apreciadas são o porco, a vaca e a galinha, normalmente acompanhadas por arroz ou batata. Para os amantes dos frutos do mar, preparem-se para se deliciar com as lulas, búzios, percebes e cracas, muito gostosos nesta região.

      Como pratos típicos, também se pode provar a caldeirada, à base de peixe estufado com mandioca, couve e banana verde, e uma suada de lagosta ou caranguejo.

      Para terminar a refeição, depois de um tí­pico Pudim de leite, nada melhor do que um café, que tem a fama de ser o melhor a seguir ao de Timor, e um grogue, uma espécie de aguardente muito famosa na região. 

      ENTRETENIMENTO

      A Ilha do Sal é a porta de entrada e saída de Cabo Verde, sendo fácil encontrar ali todas as espécies de artesanato produzidas nas outras ilhas do arquipélago. Como recordação, pode trazer objectos trabalhados em madeira, ou quadros de pintura de areia, muito coloridos e agradáveis que retratam motivos da ilha. Também é frequente encontrar mulheres nativas da ilha dispostas a cobrir-lhe a cabeça com tranças fininhas que terminam em missangas, tí­picas de Cabo Verde, por um preço regateável e sempre barato.

      A Lagosta, o Grogue (bebida nacional de aguardente de cana), o Ponche e os CDs de música nacional (mornas, coladeiras, funaná, mazaruca, batuko e contradança) são os produtos mais procurados pelos turistas.

      Horários do Comércio: Está tudo fechado aos Domingos e feriados. Durante a semana, o horário é das 08h30-12h30 e 14h30-18h30. Ao Sábado é das 08h30 e as 13h.

      Para se entreter à noite, a variadade de barzinhos, discotecas e restaurantes com música ao vivo é abundante. A maioria dos hotéis conta com actuações ao vivo durante e após o jantar e há restaurantes na Ilha que não pode perder: O Funaná, na praia de Santa Maria, é um deles. Ao Sábado servem um rodízio de comidas tí­picas cabo verdianas, acompanhadas por um grupo de música ao vivo, que deixam com água na boca quem por lá passa, assim como a famosa caipirinha de Maracujá, que é uma bebida deliciosa. Também no centro de Santa Maria há uma imensa variedade de opções para jantar e dançar: Os restaurante Américos, Mateus, Kultural, Casa Amarela e Odjos D'água são boas escolhas.

      DESPORTOS AQUÁTICOS

      A Ilha é um paraíso para os amantes de desportos aquáticos. Em oposição a um dos lados da ilha, que é abrigado do vento, há outro lado em que, dizem, sopra na perfeição. Ali, é frequente ver grupos de windsurfistas e praticantes de Kite- Surf, vela ou jet-ski.

      Na ilha também se podem alugar motas de água, barcos, fazer mergulho ou snorkeling e pescar.

      EXCURSÕES

      Para além da possibilidade de excursões às ilhas vizinhas (a Ilha da Boavista também é muito apreciada pelos turistas), percorrer a Ilha do Sal pode tornar-se uma verdadeira aventura, dado as suas caracterí­sticas áridas que por vezes nos lembram o deserto.

      É frequente, nestes passeios, passar pela experiência de ter uma miragem, vendo um verdadeiro oásis com água, que não passa de pura ilusão óptica. É fascinante!!!!

      Entre os passeios mais típicos, temos a visita à Buracona, onde pode tomar banho numa deliciosa piscina natural, os passeios de Jipe Todo o Terreno, Buggys ou de Moto 4 parando nas mais belas praias e uma ida á Fontona, passando pelo ponto da ilha em que se podem ver ambas as costas. Uma visita ás Salinas da Pedra Do Lume , onde pode tomar verdadeiros banhos de sal, muito benéficos para a saúde , seguidos de um almoço no restaurante ca da mosto, é também imperdível. 

      DICAS PARA O VIAJANTE

      Embora haja serviço de autocarros, utilizado pelos locais, a melhor maneira de conhecer o sal é alugar um jipe. Pode fazê-lo logo no aeroporto ou no seu hotel. Conduz-se pela direita e é necessário mostrar a sua carta de condução internacional.

      DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

      É necessário o passaporte e um Visto para entrar em Cabo Verde. O visto pode ser tratado com a Embaixada de Cabo Verde, em Lisboa, e não precisa de ser pela própria pessoa.

      Embaixada de Cabo Verde
      Avenida do Restelo, 33
      1400 - Lisboa
      Tel.: 213019521/2/3
      Fax: 213015308

      CUIDADOS DE SAÚDE

      Não há cuidados especais de saúde a ter na Ilha nem é exigida nenhuma vacina para visitar Cabo Verde. Em Cabo Verde não existem, doenças endémicas ou tropicais, e as condições de higiene são boas. Aconselhamos, no entanto, que beba apenas água engarrafada, a fruta descascada e o leite fervido. Já agora, evite as bebidas com gelo. A Ilha dispõe de Centros de Saúde e farmácias.  

      MOEDA

      A moeda em Cabo Verde é o Escudo Cabo-verdiano (CVE) - Um euro = 100,265 CVE   

      Aconselha-se a efectuar o cãmbio nos Bancos Locais, BCA ou Banco Comercial do Atlântico ou CECV Caixa Económica de Cabo Verde, no Aeroporto, em Espargos ou na Vila de Santa Maria. Ao balcão destes Bancos poderá também obter moeda local através do seu cartão VISA. Os Bancos estão abertos de Segunda a Sexta entre as 08h e as 15h.

      Em Santa Maria, centro turí­stico do Sal, há um banco que lhe pode trocar o dinheiro ou Travellers Cheques. Alguns hotéis também trocam Euros e Dólares por escudos cabo-verdianos. No comércio, pode sempre pagar com Euros e receber o troco em escudos cabo-verdianos.  

       

       

       

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