Setembro 21, 2005

Sta Maria - Cultural Café

Também fica situado no largo principal de Sta Maria, em frente ao Restaurante Esplanada Mateus, e tal como este, dispõe de uma bela esplanada para se jantar e passar um bocado da noite. É um restaurante típico, bem decorado e com um serviço bastante bom. A sua ementa, além dos pratos de peixe e carne normais apresenta também uma variedade de pratos tipícos da ilha de Cabo Verde, fazendo estes as delícias dos apreciadores, que não é o meu caso. Em termos de sobremesas, foi o restaurante que frequentei que maior variedade apresentou, sendo todas elas muito boas. Neste restaurante pode-se beber e adquirir algumas bebidas tradicionais da ilha tais como o ponche e o grogue, mas para mal dos meus pecados não tem cerveja SAGRES, tendo esta sido trocada pela "madeirense" CORAL. Este foi o principal motivo que me levou a lá ir menos vezes.





2 Comments:

Anonymous madeirense... said...

a serveja "madeirense" coral até é muito boa comparada com a pseudo cerveja portuguesa (que agora é propriedade de uma empresa espanhola) sagres....

1:17 PM  
Blogger Jorge Alves said...

Não tenho a mínima dúvida que até seja melhor e gostos não se discutem. Eu é que estou habituado á Sagres e ao falar da Coral, dizendo que era madeirense, não foi com intenção depreciativa mas sim com o intuito de referenciar a sua origem. No entanto peço-lhe as minhas desculpas no caso do que escrevi poder levar a erros de intrepretação.
Cumprimentos

3:31 PM  

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Localização: Qta do Rouxinol, Corroios, Portugal

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      ILHA DO SAL

      A Ilha do Sal conta com 216 km2 de superfí­cie, tendo uma longitude máxima de 30 Km na direcção Norte/Sul e uma largura que não excede os 12 Km na direcção Este/Oeste. Embora de origem vulcânica, divide-se em dois grupos distintos em termos de topografia: as zonas planas caracterizam-se pelas extensas praias de areias finas e as montanhosas por vales profundos que ocorrem entre as elevações rochosas.

      Na Ilha do Sal o tempo é quente. Muito quente! O clima, tropical é seco, conta com a presença dos ventos provenientes do deserto do Saara. As chuvas são raras e muito irregulares, sendo por vezes nulas durante um ano. A proximidade entre o Sal e África faz com que esta ilha tenha temperaturas elevadas todas as estações e com que seja pouca a diferença entre as temperaturas diurnas e as nocturnas. Também o mar faz sonhar com as suas águas mornas e tépidas, que convidam aos tão ansiados mergulhos no paraíso.

      As paisagens maravilhosas, o sol radioso, o clima quente e as dunas mais bonitas fazem do Sal um lugar de sonho para os amantes de um bom dia de praia. Quer vá para o norte, quer vá para o sul, encontra na Ilha do Sal recantos de uma excelência deslumbrante, ou não estivessemos a falar de África.

      HISTÓRIA

      A maior parte dos historiadores reconhecem Diogo Gomes como o verdadeiro descobridor, e António da Noli como o descobridor oficial, ambos em 1460. Mas não se exclui a hipótese das ilhas do arquipélago Cabo Verdiano terem sido visitadas por outros povos, muito antes da chegada dos portugueses, como por exemplo os gregos, árabes ou africanos.

      Originalmente, a ilha foi baptizada com o nome de "Plana", mas apenas alguns anos mais tarde, após o início da exploração de sal em Pedra de Lume, o nome foi mudado para "Sal". Devido à  falta de água e aridez do solo, a ilha permaneceu deserta até ao século XIX. Quem primeiro se estabeleceu naquelas terras foram os escravos das vizinhas Ilhas de Boavista e de São Nicolau, em 1838. Bens manufacturados eram trocados por sal, que saíam da ilha através dos navios.

      No final do século XVIII, um geógrafo holandês escreveu que viu uma colonização de 72 marinheiros no local em que é hoje a Vila de Santa Maria, sustentada pela extracção de sal, usado para salgar a carne de cabra e tartaruga, um animal então muito comum no arquipélago. Historicamente, até aos século XX as autoridades coloniais prestaram pouca atenção a esta ilha, e a sobrevivência de uma família dependia somente da sorte e capacidade de lidar com sucesso perante as situações que surgiam cada novo dia.


      Em 1939 cria-se a primeira base aérea comercial, o que veio a ser o alicerce para o actual aeroporto, cuja posição privilegiada fez com que se tornasse, depois da Segunda Guerra Mundial, um importante cruzamento para as escalas das viagens internacionais. Hoje, o Aeroporto Amílcar Cabral, na Ilha do Sal, conta com uma das maiores pistas do mundo e tornou-se um importante centro estratégico a ní­vel mundial.

      GEOGRAFIA

      É a 450 km da costa ocidental africana que está situada a República de Cabo Verde, entre as latitudes 14º23' e 17º12' Norte e longitudes 22º40' Oeste.
      O arquipélago conta com 10 ilhas: Santo Antão, S. Vicente, Santa Luzia (Desabitada), São Nicolau, Sal, Boavista, Maio, Santiago (onde está situada a capital, Cidade da Praia), Fogo e Brava, que contam com uma superfície total de 4.033 Km2.

      A Ilha do Sal conta com 216 km2 de superfície, tendo uma longitude máxima de 30 Km na direcção Norte/Sul e uma largura que não excede os 12 Km na direcção Este/Oeste. Embora de origem vulcânica, divide-se em dois grupos distintos em termos de topografia: as zonas planas caracterizam-se pelas extensas praias de areias finas e as montanhosas por vales profundos que ocorrem entre as elevações rochosas.
      Maioritariamente plana, o ponto mais elevado situa-se na parte Norte: o Monte Grande, a 406 metros de altura. Com um litoral rochoso, é muito árida e frequentemente visitada pelo vento quente que sopra do Saara.

      O POVO

      Cabo Verde conta com cerca de 450.000 residentes. Na Ilha do Sal vivem dezasseis mil habitantes, a grande maioria (70%) concentrada na zona de Espargos. A maioria são jovens com menos de 35 anos vindos das diversas ilhas atraí­dos pelas oportunidades de emprego criadas pelo turismo. (80% da população é mestiça, 17% negra e 3% branca).

      A sua mestiçagem é resultado da emigração europeia para o arquipélago africano. Os brancos que ali se instalavam eram essencialmente solteiros e das suas uniões com os nativos e escravos viriam a nascer crianças mulatas que, com o tempo, fizeram desaparecer os brancos. A maioria desta população negra é oriunda de países como a Guiné e o Senegal, e devem ter chegado à  Ilha por volta do século XV.

      A língua mais comum, já se sabe, é o crioulo, e o português, língua oficial, é falado apenas por metade da população. Quanto à  religião, católica, o cabo-verdiano é muito crente e praticante, e raramente falta à  missa ao domingo. Outra característica deste povo é o seu gosto pela música e pela dança, que ocupam um papel de extrema importância naquela sociedade. A morna, a coladeira, o funaná são alguns tipos de ritmos tí­picos de Cabo Verde, que fazem das danças com pares um contacto do corpo com corpo e da face com a face que surpreende quem está menos habituado a estes ritmos dos paí­ses quentes.

      Com uma personalidade meiga, um sorriso atencioso e uma boa vontade agradável na relação com o turista, o povo cabo-verdiano é muito acolhedor, e irradia uma simpática simplicidade no seu modo de viver, que fascina quem por lá passa deixando sempre saudades.

      CLIMA

      Na Ilha do Sal o tempo é quente. Muito quente! O clima, tropical e seco, conta com a presença dos ventos provenientes do deserto do Saara. As chuvas são raras e muito irregulares, sendo por vezes nulas durante um ano.

      A proximidade entre o Sal e África faz com que esta ilha tenha temperaturas elevadas todas as estações, e com que seja pouca a diferença entre as temperaturas diurnas e as nocturnas. Também o mar faz sonhar com as suas águas mornas e tépidas, que convidam aos tão ansiados mergulhos no paraíso.

      Assim, quer escolha o Verão ou o Inverno para visitar a Ilha do Sal, pode sempre esperar encontrar bom tempo, onde uma brisa quente embala o corpo ao sabor de um clima tropical.

      AS PRAIAS

      As paisagens maravilhosas, o sol radioso, o clima quente e as dunas mais bonitas fazem do Sal um lugar de sonho para os amantes de um bom dia de praia.

      Na zona de João Quintinha, multiplica-se um conjunto de pequenas praias, sem qualquer vegetação. As grutas que a rodeiam são o lugar ideal para descansar à sombra depois de uns mergulhos no mar.

      Outro lugar óptimo para banhos é a Calheta Funda, onde muitas crianças aprendem a nadar. É um paraíso na terra, com águas calmas e uma beleza natural propícia ao conví­vio familiar.

      Após os aperitivos, vamos ao prato principal: a praia de Santa Maria, com oito quilómetros de extensão, um mar azul turquesa e águas límpidas e mornas, sem qualquer tipo de poluição.

      A Baía da Algodoeira também fascina pela sua beleza, e assemelha-se a um oásis, onde as franjas das palmeiras salpicadas proporcionam uma refrescante sombra. Parecida é a Fontona, o lugar preferido pelos românticos. Com uma vegetação abundante, a praia apresenta uma mistura de cascalho e areia, que lhe dá um tom muito particular, e é o ideal para um bom banho.

      Quer vá para o norte, quer vá para o sul, encontra na Ilha do Sal recantos de uma excelência deslumbrante, ou não estivéssemos a falar de África...

      MUSICA E CULTURA

      A ilha do Sal não é rica em manifestações culturais, mas é o local onde a vertente musical atinge um expoente máximo. A morna, a coladeira, o funaná são alguns tipos de ritmos típicos de Cabo Verde, que se podem ouvir nas festas populares e tradicionais. O Festival da praia de Santa Maria, por exemplo, é realizado todos os meses de Setembro, e nele participam muitos artistas nacionais e estrangeiros.

      Entre os ritos e cerimónias, muito significativos, assinala-se especialmente o baptismo civil (costume muito antigo, feito simplesmente por um adulto em casa de uma criança) e a Ladainha, cerimónia constituída por cantos litúrgicos, em agradecimento a um Santo por ter realizado um desejo).

      A noite também é muito animada, nos bares e esplanadas locais, e é comum um grupo de amigos fazer uma serenata, espontaneamente, à luz do luar. Para aquecer a garganta, não faltarão concerteza as bebidas Morninha e Groguinho, típicas desta região.

      A dança assume igualmente um papel fundamental, com uma forte tradição na ilha. Normalmente é a pares, podendo o calorento contacto corpo a corpo por vezes chocar o Europeu.

      GASTRONOMIA

      A cozinha cabo-verdiana foi muito influenciada pela cozinha portuguesa. Mantém-se a tradição da sopa, do pão com manteiga antes das refeições e da preferência por pratos familiares como o bacalhau ou arroz de marisco.

      Mas a cozinha crioula tem gostos e sabores particulares, que não deixam indiferente quem por lá passa. Um dos cozinhados mais tradicionais é a Cachupa ( ver receita no link "gastronomia"), à base de milho, feijão, carne, frango, chourição e legumes. Os cuscus são outro dos sabores mais típicos africanos, e foram introduzidos em cabo verde pelos escravos. Preparam-se à base de farinha de milho, canela e açucar.

      Quantos aos peixes e mariscos, o preferido e mais abundante é a lagosta, seguida do atum e da garoupa. Nas carnes, as mais apreciadas são o porco, a vaca e a galinha, normalmente acompanhadas por arroz ou batata. Para os amantes dos frutos do mar, preparem-se para se deliciar com as lulas, búzios, percebes e cracas, muito gostosos nesta região.

      Como pratos típicos, também se pode provar a caldeirada, à base de peixe estufado com mandioca, couve e banana verde, e uma suada de lagosta ou caranguejo.

      Para terminar a refeição, depois de um tí­pico Pudim de leite, nada melhor do que um café, que tem a fama de ser o melhor a seguir ao de Timor, e um grogue, uma espécie de aguardente muito famosa na região. 

      ENTRETENIMENTO

      A Ilha do Sal é a porta de entrada e saída de Cabo Verde, sendo fácil encontrar ali todas as espécies de artesanato produzidas nas outras ilhas do arquipélago. Como recordação, pode trazer objectos trabalhados em madeira, ou quadros de pintura de areia, muito coloridos e agradáveis que retratam motivos da ilha. Também é frequente encontrar mulheres nativas da ilha dispostas a cobrir-lhe a cabeça com tranças fininhas que terminam em missangas, tí­picas de Cabo Verde, por um preço regateável e sempre barato.

      A Lagosta, o Grogue (bebida nacional de aguardente de cana), o Ponche e os CDs de música nacional (mornas, coladeiras, funaná, mazaruca, batuko e contradança) são os produtos mais procurados pelos turistas.

      Horários do Comércio: Está tudo fechado aos Domingos e feriados. Durante a semana, o horário é das 08h30-12h30 e 14h30-18h30. Ao Sábado é das 08h30 e as 13h.

      Para se entreter à noite, a variadade de barzinhos, discotecas e restaurantes com música ao vivo é abundante. A maioria dos hotéis conta com actuações ao vivo durante e após o jantar e há restaurantes na Ilha que não pode perder: O Funaná, na praia de Santa Maria, é um deles. Ao Sábado servem um rodízio de comidas tí­picas cabo verdianas, acompanhadas por um grupo de música ao vivo, que deixam com água na boca quem por lá passa, assim como a famosa caipirinha de Maracujá, que é uma bebida deliciosa. Também no centro de Santa Maria há uma imensa variedade de opções para jantar e dançar: Os restaurante Américos, Mateus, Kultural, Casa Amarela e Odjos D'água são boas escolhas.

      DESPORTOS AQUÁTICOS

      A Ilha é um paraíso para os amantes de desportos aquáticos. Em oposição a um dos lados da ilha, que é abrigado do vento, há outro lado em que, dizem, sopra na perfeição. Ali, é frequente ver grupos de windsurfistas e praticantes de Kite- Surf, vela ou jet-ski.

      Na ilha também se podem alugar motas de água, barcos, fazer mergulho ou snorkeling e pescar.

      EXCURSÕES

      Para além da possibilidade de excursões às ilhas vizinhas (a Ilha da Boavista também é muito apreciada pelos turistas), percorrer a Ilha do Sal pode tornar-se uma verdadeira aventura, dado as suas caracterí­sticas áridas que por vezes nos lembram o deserto.

      É frequente, nestes passeios, passar pela experiência de ter uma miragem, vendo um verdadeiro oásis com água, que não passa de pura ilusão óptica. É fascinante!!!!

      Entre os passeios mais típicos, temos a visita à Buracona, onde pode tomar banho numa deliciosa piscina natural, os passeios de Jipe Todo o Terreno, Buggys ou de Moto 4 parando nas mais belas praias e uma ida á Fontona, passando pelo ponto da ilha em que se podem ver ambas as costas. Uma visita ás Salinas da Pedra Do Lume , onde pode tomar verdadeiros banhos de sal, muito benéficos para a saúde , seguidos de um almoço no restaurante ca da mosto, é também imperdível. 

      DICAS PARA O VIAJANTE

      Embora haja serviço de autocarros, utilizado pelos locais, a melhor maneira de conhecer o sal é alugar um jipe. Pode fazê-lo logo no aeroporto ou no seu hotel. Conduz-se pela direita e é necessário mostrar a sua carta de condução internacional.

      DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

      É necessário o passaporte e um Visto para entrar em Cabo Verde. O visto pode ser tratado com a Embaixada de Cabo Verde, em Lisboa, e não precisa de ser pela própria pessoa.

      Embaixada de Cabo Verde
      Avenida do Restelo, 33
      1400 - Lisboa
      Tel.: 213019521/2/3
      Fax: 213015308

      CUIDADOS DE SAÚDE

      Não há cuidados especais de saúde a ter na Ilha nem é exigida nenhuma vacina para visitar Cabo Verde. Em Cabo Verde não existem, doenças endémicas ou tropicais, e as condições de higiene são boas. Aconselhamos, no entanto, que beba apenas água engarrafada, a fruta descascada e o leite fervido. Já agora, evite as bebidas com gelo. A Ilha dispõe de Centros de Saúde e farmácias.  

      MOEDA

      A moeda em Cabo Verde é o Escudo Cabo-verdiano (CVE) - Um euro = 100,265 CVE   

      Aconselha-se a efectuar o cãmbio nos Bancos Locais, BCA ou Banco Comercial do Atlântico ou CECV Caixa Económica de Cabo Verde, no Aeroporto, em Espargos ou na Vila de Santa Maria. Ao balcão destes Bancos poderá também obter moeda local através do seu cartão VISA. Os Bancos estão abertos de Segunda a Sexta entre as 08h e as 15h.

      Em Santa Maria, centro turí­stico do Sal, há um banco que lhe pode trocar o dinheiro ou Travellers Cheques. Alguns hotéis também trocam Euros e Dólares por escudos cabo-verdianos. No comércio, pode sempre pagar com Euros e receber o troco em escudos cabo-verdianos.  

       

       

       

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